Aventura off-road, areia verde, areia preta… big blue e Kilauea!!

O mundo é tão cheio de coisas interessantes, tantas pessoas interessantes, tudo tão diferente em cada esquina que eu tenho de dizer: pra que ficar parado num mesmo ponto, se você pode explorar, conhecer e viver coisas diferentes.

Não me arrependo nem um pouco de ir atrás de conhecer os lugares por minha própria conta, perguntando, fazendo amizades, me perdendo e de vez em quando dizendo “sorry?!” Dá pra repetir?! Estamos sempre conhecendo pessoas legais, no Hawaii então, nem se fala! O mais legal de visitar lugares é conhecer as pessoas, fazer parte, nem que seja um pouco da vida de pessoas que no fundo são iguais a você, em desejos, alegrias, problemas e tristezas.

E mais um dia na Big Island foi pura aventura, tudo extremamente do jeito que eu gosto! Sol rachando, Pacífico brilhando aquele azul imenso do Hawaii e a gente ali, bem ali vendo tudo de camarote! 🙂

A caminho de Hilo, que fica do outro lado da ilha, resolvemos ir atrás de um ponto mais escondido na Big Island, a Green Sands Beach. Uma dica de muitas outras que pegamos no blog da Lucia Malla, www.luciamalla.com, e que faço referência aqui no canelando. Por um único motivo eu recomendo o blog da Lucia: ela simplesmente faz com que a gente sinta mais vontade ainda de largar tudo e enfrentar umas 25 horas de vôo até o Hawaii. É como viajar sem sair de frente da tela do seu computador.

Voltando a Green Sands Beach, que já diz tudo, a praia de areia verde! Maaaaluco, imagina um lugar escondido, passando por uma estrada cheia de erosões, muita poeira e alguns caminhos bem apertados entre os barrancos (duuude, was aweeeesome!). Pois é, só de 4×4 ou carros levantados (muitas pickups na Big Island quase que precisam de escada pra entrar)

Caminhos para Green Sand Beach

Chegando em Green Sand Beach

Já sabendo o que me esperava, eu e Tati estavamos preparados pilotando um Jeep Wangler, eu: piloto e Tati: navegadora profissa (piece of cake ou mamao com açucar!). E o objetivo, achar a Green Sands Beach. O GPS ajudou até uma boa parte, mas chega uma hora que o carro estava andando na tela azul do GPS.

Green Sand Beach

Após balançar muito, eu sempre escolhendo o pior caminho a dedo pra ficar mais divertido, chegamos e avistamos de cima uma praia entre o penhasco. Lá embaixo, uma água tão azul e uma areia beeem verde. Só de lembrar…. sério, só vendo com os próprios olhos pra entender o que eu digo.

Green Sand Beach

Curtimos demais, dei um mergulho, sentei na pedra observando, mergulhei outra vez… Tomei um rola pegando “jacaré” na onda… hehehe levei um monte de areia verde na cueca comigo! hahahah Tem uma placa lá dizendo pra não levar areia embora, mas eu realmente não tive culpa! Minha fotógrafa particular registrou a cena, mas não vou postar aqui, não adianta insitir! 🙂

Depois da aventura, voltamos e paramos no ponto chamado de extremo sul dos EUA. Fomos lá conferir, se era mesmo o extremo não sei, mas tinha um paredão irado de vários metros até o big blue, e vários pontos pras pessoas pularem! E lógico uma escada pra você voltar e pular de novo e de novo… Pois é, antes que perguntem, não pulei, não por falta de coragem mas porque queriamos ver o vulcão, e como tinha muito chão pra canelar ainda resolvi não começar a brincar senão iria querer ficar a tarde inteira! hehehe E o Kilauea, nem preciso dizer, você já viu algum vulcão ativo de perto??! Imagina a ansiedade…

Sinalização pra chegar na Green Sand Beach

Extremo sul EUA – Olha esse big blue imenso!

Ainda paramos no meio do caminho para conhecer a Black Sands Beach, ou seja, praia de areia preta… Areia?! Parecia piche de asfalto! Muuuito loko! E as tartarugas curtem essa praia! Na verdade as tartarugas curtem qualquer praia no Hawaii, vimos elas por todas as partes. Mas nessa de areia negra elas costumam tirar um cochilo na areia.

Black Sand Beach

Bom , chegou a hora de conhecer Kilauea, praticamente o criador da Big Island, e continua expandindo a ilha. Mas também destruindo algumas partes.
Chegamos no parque nacional de vulcões do Hawaii, passamos na area de informações de visitantes e… “no lava”. Isso mesmo, o vulcão estava no período de deflação e a lava não estava indo pro mar pra gente poder ver o espetáculo da lava caindo no mar. Porém, dava pra ver a cratera logo ali… hehehhe Então tivemos nossa primeiro encontro com o vulcão. Apenas aquela imensa cratera, com uma fumaça saindo de dentro, e imensos campos de lava solidificada em volta. Mas e a lava???! Quero ver!!

Kilauea

Esperamos o pôr do Sol, e quando anoiteceu, além do maior frio, conseguimos ver a luz vermelha da lava brilhando lá longe… foi muito legal, mas ainda queriamos ver mais. Na foto não dá pra ter noção… Não seria possível irmos embora da Big Island sem ver uma lava sequer!

Mas, fica pro próximo post! 🙂

Nossa trip pela Big Island com certeza ficará marcada em minha mente. Existem fotos, vídeos, souvenirs… mas o que vale mesmo é a experiência e as lembraças que ficarão comigo só enquanto eu respirar!

Aloha!